Ranking aponta estados com melhores rodovias e reforça impacto da infraestrutura na logística
A rotina do transporte de veículos novos está diretamente ligada à qualidade das estradas utilizadas no país. Corredores logísticos bem estruturados são decisivos para garantir segurança, previsibilidade e eficiência nas operações que conectam fábricas, centros de distribuição, portos e concessionárias. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a condição da malha viária influencia não apenas o dia a dia dos motoristas profissionais, mas toda a dinâmica da cadeia automotiva e logística.
Essa relação foi evidenciada pelo Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública com base em dados da Confederação Nacional do Transporte. O estudo avalia, entre outros indicadores, a qualidade das rodovias brasileiras e mostra como a infraestrutura viária impacta diretamente o desempenho econômico e logístico dos estados. Na edição mais recente, São Paulo, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e o Distrito Federal aparecem entre as unidades da federação com as melhores condições de rodovias.
Nos estados melhor posicionados, a presença de pavimento regular, sinalização adequada e programas contínuos de manutenção cria um ambiente mais favorável ao transporte rodoviário. Em São Paulo, por exemplo, a extensa rede de rodovias bem conservadas sustenta o maior fluxo logístico do país. Mato Grosso do Sul se destaca por vias estratégicas que conectam regiões produtoras aos principais corredores de escoamento. Já Sergipe, Rio de Janeiro e o Distrito Federal apresentam malhas menores, porém com bons níveis de conservação e gestão, o que reforça a importância da manutenção constante independentemente da extensão territorial.
Para o transporte de veículos novos, essas rodovias funcionam como verdadeiras espinhas dorsais da logística automotiva. Onde há estradas em boas condições, o planejamento das operações se torna mais eficiente, os prazos são cumpridos com maior regularidade e os riscos de acidentes e avarias são reduzidos. A infraestrutura adequada permite melhor aproveitamento do tempo de viagem, menor desgaste físico dos motoristas e maior preservação da carga transportada.
Os melhores resultados não são advindos de ações pontuais, mas de políticas contínuas de conservação, investimento e gestão. A combinação entre manutenção permanente, uso de tecnologias de monitoramento e planejamento eficiente contribui para a redução de custos operacionais, melhora a segurança viária e orienta decisões econômicas em toda a cadeia produtiva.
Nesse cenário, a melhoria constante da malha rodoviária se consolida como um dos pilares para aumentar a competitividade dos estados e garantir um transporte mais seguro, eficiente e sustentável no longo prazo.
