Petrobras amplia produção de asfalto mais sustentável

Publicado em: 13/10/2026
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A utilização de matérias-primas renováveis na produção de asfaltos ganhou espaço na Petrobras com a incorporação do óleo técnico de milho (TCO) à fabricação do ligante asfáltico CAP Pro R. A produção começou em junho na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP), e já alcançou 95 mil toneladas.

O TCO é um óleo residual semirrefinado, obtido durante o processamento do milho destinado à produção de etanol. O insumo, fornecido atualmente pela Inpasa, passa a ser utilizado também na fabricação de um tipo de cimento asfáltico desenvolvido com foco na redução da pegada de carbono.

A iniciativa faz parte da estratégia da Petrobras de ampliar o uso de matérias-primas renováveis e diversificar as alternativas empregadas em suas operações. Antes da aplicação no asfalto, o óleo técnico de milho já era utilizado na produção de combustíveis como o SAF, voltado à aviação, e o Diesel R, combustível renovável.

A nova utilização amplia o aproveitamento de um subproduto da cadeia do milho e aproxima setores distintos da indústria. O processamento agrícola passa a fornecer uma matéria-prima que pode ser incorporada à infraestrutura rodoviária, criando uma alternativa adicional para o aproveitamento de recursos renováveis.

Segundo a Petrobras, o CAP Pro R integra sua linha de asfaltos com foco em desempenho e sustentabilidade. A proposta é reduzir a intensidade de carbono associada ao produto ao longo de seu ciclo de vida e ampliar as opções disponíveis para obras de infraestrutura viária.

A empresa também destaca uma característica específica do material: diferentemente de combustíveis, o cimento asfáltico de petróleo não é destinado à queima. Dessa forma, as emissões relacionadas ao produto estão principalmente associadas às etapas de produção e aplicação. Depois de utilizado na pavimentação, o carbono permanece incorporado ao material durante sua vida útil.

Para o setor de transporte, a adoção de soluções que associem infraestrutura e aproveitamento de matérias-primas renováveis representa mais uma frente no processo de transformação da cadeia rodoviária. Além dos avanços nos veículos e nos combustíveis, a própria construção e manutenção das estradas começa a incorporar alternativas voltadas à redução de impactos ambientais.