Presidente do SINACEG conversa com autoridades sobre escala 6×1

Publicado em: 12/03/2026
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A possível alteração na jornada 6×1 para caminhoneiros foi tema de uma reunião realizada em fevereiro, em Brasília, entre o presidente do SINACEG, José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, e a autoridade responsável, Luiz Marinho. O encontro ocorreu em meio ao debate nacional sobre a reorganização das jornadas de trabalho e seus reflexos em diferentes setores da economia.

No caso do transporte rodoviário de cargas, a discussão envolve aspectos específicos da atividade, como a gestão de escalas, os custos operacionais, o cumprimento de prazos logísticos e os mecanismos já existentes de controle de jornada e descanso. Durante a reunião, representantes do setor apresentaram ao ministério avaliações técnicas sobre os possíveis desdobramentos da medida na dinâmica do transporte profissional.

A principal preocupação apontada está relacionada aos efeitos práticos de uma eventual mudança na estrutura das operações, sobretudo em segmentos que exigem planejamento logístico rigoroso e integração com montadoras, concessionárias e centros de distribuição. “O transporte rodoviário possui características operacionais próprias, com regulamentação específica de jornada e descanso. É importante que qualquer debate sobre alterações considere essas particularidades e seus impactos na cadeia logística”, afirma Boizinho.

Também participaram do encontro o vice-presidente da Federação Interestadual dos Cegonheiros (Feiceg), Ronaldo Marques da Silva, o Júnior, e o diretor jurídico da entidade, Elias Fazan, que contribuíram com análises jurídicas e regulatórias sobre o tema. A reunião integra uma agenda mais ampla de interlocução institucional em Brasília, em um contexto no qual propostas de revisão da organização do trabalho ganham espaço no debate público.

Para o setor, a manutenção de um diálogo técnico e contínuo com o poder público é considerada fundamental para avaliar de forma equilibrada os impactos de eventuais mudanças sobre trabalhadores, empresas e a estrutura logística nacional, uma vez que existem particularidades inerentes à atividade, bem como acordos e convenções coletivas, que podem que podem se apresentar como uma alternativa viável para os ajustes da jornada. Uma regra padrão, pode não atender a categoria de transportadores, devido às especificidades do setor.